RPA: O papel do analista de processos na transformação digital

Publicado em: 30/09/2019

Os robôs deixaram de ser cena dos filmes de ficção científica. Na vida real, eles têm transformado a produtividade da indústria e dominado ambientes que demandam precisão. Agora é a vez deles invadirem os escritórios e as funções administrativas, por meio do RPA.

Mas o que é RPA?

Robotic Process Automation é uma tecnologia que possibilita a automatização de processos empresariais, eliminando a intervenção humana. Permite a captura, interpretação e processamento de informações para desempenhar atividades padronizadas, repetitivas e manuais.

A otimização e automação dos processos tem relação direta com a produtividade das equipes e gera reflexos na qualidade dos produtos e serviços e nos seus respectivos custos. Conforme relatório “The Future of Jobs Report 2018” do World Economic Forum’s (https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2018) atualmente 71% (setenta e um por cento) do trabalho é realizado por humanos, contra um total 29% (vinte e nove por cento) executado por robôs. A previsão, segundo o mesmo relatório, é que até 2022 os humanos ocupem uma fatia de 58% (cinquenta e oito por cento) contra 42% (quarenta e dois por cento) dos robôs. As previsões demonstram, portanto, o quanto temos que estar preparados para incluir da melhor forma estes “companheiros”, os robôs, em nosso cotidiano de trabalho.

Como o RPA afetará os processos empresariais?

A tendência é que as atividades repetitivas e padronizadas sejam executadas com o apoio de robôs. Segundo a McKinsey – “A Future That Works: Automation, Employment and Productivity” –(https://www.mckinsey.com/~/media/mckinsey/featured%20insights/Digital%20Disruption/Harnessing%20automation%20for%20a%20future%20that%20works/MGI-A-future-that-works-Executive-summary.ashx), em função da automação, a produtividade mundial subirá 75% (setenta e cinco por cento) nos próximos 50 anos.

Atividades administrativas antes operadas por humanos serão gradativamente substituídas por robôs. E com o avanço da Inteligência Artificial, mais e mais tarefas poderão ser automatizadas ao longo dos anos. Mais precisos e baratos, eles mudarão o modo como trabalhamos, tornando-se ferramenta de apoio para execução de qualquer tarefa que puder ser roborizada.

Como o RPA afetará os analistas de processos?

Os analistas de processos são responsáveis, entre outros, pela condução dos projetos de melhoria e gestão do dia-a-dia de processos. Possuem, portanto, estreita relação com o RPA, já que durante a melhoria de processos devem estar atentos a oportunidades de automatização. Por este motivo é importante que possuam conhecimentos teóricos na área e práticos na ferramenta de RPA adotada pela empresa, de forma a possibilitar que traduzam as necessidades do negócio.

A construção de robôs pode ser realizada com programação de sistemas, utilizando linguagens como PHP, entre outras. Isto exige conhecimento de programação, sendo que o mais comum é encontrar analistas de processos não especialistas em TI. Para resolver esta questão, vieram as plataforma de automatização, nas quais um robô pode ser construído sem que o usuário tenha conhecimento aprofundado em TI. É desejável apenas que ele possua conceitos básicos de algoritmos. Segundo o quadrante do Gartner relativo à RPA, de maio de 2019, as plataformas líderes são UIPath, Automation Anywhere e Blueprism:

É, portanto, recomendado que o analista de processos conheça plataformas de RPA, para que possa atuar como analista de negócios na construção de robôs para automação de processos e atividades. Ele também apoiará desenvolvedores construtores de robôs nos aspectos relacionados às especificidades do negócios.

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