Fazendo gestão de custos empresariais

Publicado em: 15/10/2019

Você já deve ter ouvido falar que empreender no Brasil não é para amadores. Sempre muito suscetível a cenários de incerteza política e econômica, fazer a gestão de um negócio no país não é das tarefas mais triviais. De acordo com dados do IBGE, 3 a cada 5 empresas brasileiras encerram suas atividades em até 5 anos após terem sido criadas. Em tempos de crise, como os atuais, onde seus clientes tendem a pensar 2 vezes antes de gastar, é comum dedicarmos tempo a pensar sobre quais iniciativas podemos tomar para melhorar os resultados do negócio. É hora de compreender os custos e avaliar como eles podem ser reduzidos. É hora de fazer mais com menos.

Fazendo mais com menos

Gerenciar bem os custos é uma obrigação de qualquer organização, independentemente do setor de atuação. Toda empresa trabalha com recursos financeiros restritos (umas mais que outras, é verdade) e tem de distribui-los de forma responsável e racional.

Basicamente, os custos podem ser divididos entre fixos e variáveis, dependendo de como se relacionam com a produção do negócio:

  • Custos fixos: são aqueles que não variam com a quantidade de trabalho realizado. Podemos citar como exemplo aluguéis, telefone e energia elétrica, desde que associados diretamente à produção. No entanto, é importante lembrar que estes custos possuem uma limitação de patamar, já que são fixos e não flutuarão imediatamente de acordo com a sua produção (variam muito pouco).
  • Custos variáveis: são aqueles que se modificam de forma proporcional e direta em função da quantidade de trabalho empregado. Estão relacionados, por exemplo, à mão de obra e à matéria-prima utilizadas. Se uma fábrica de bicicletas gasta R$ 50,00 em matéria-prima para produzir cada unidade e sua produção mensal é de 1.000 unidades, logo, seu custo mensal com matéria-prima será de R$ 50.000,00. No caso de aumento da produção, esse custo aumentará proporcionalmente.
Como controlar?

Isto varia de acordo com cada negócio, mas para exercer uma gestão de custos eficiente é preciso conhecer quais os itens possuem maior representatividade. Uma boa forma de fazer isso é utilizando o princípio de Pareto (20/80), de forma a identificar aqueles itens que são responsáveis pela maior parte dos seus custos e que, consequentemente, precisam ser gerenciados com maior cuidado, já que sua variação percentual tem muita representatividade sobre o custo total.

Para iniciar, é recomendado que você:

  • Entenda como se comportam os custos da sua produção (a maior parte é fixa ou variável?);
  • Compare seus custos com os de seus concorrentes (os acordos com os fornecedores trazem vantagens competitivas para seu negócio?);
  • Revise a precificação dos seus produtos e serviços (ou linhas de produtos e serviços);
  • Identifique quais custos podem ser reduzidos sem que a produção seja afetada negativamente (tanto em quantidade quanto em qualidade);
  • Crie um bom sistema de custos (e dependendo do seu tamanho, não importa muito se utilizará um software ou uma planilha em Excel para isso);

É importante ter em mente que o lucro não é determinado apenas por suas receitas, mas por um resultado que considera também os custos incorridos. Independentemente do volume do seu faturamento, ajustes nos custos podem maximizar o seu lucro.

Conhecer os custos envolvidos no negócio é primordial para gerenciá-lo adequadamente. Sem conhecimento, qualquer tentativa de mudança poderia ser arbitrária.

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